terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Clã dos Adorno

 


Giorgio Adorno, 17º Doge 
da República de Genova.
 Filho de Adornino Adorno e de
Nicolosia della Rocca,
seu irmão, Antoniotto, foi eleito
4 vezes doge da República.
Nasceu por volta de 1350,
casou com Pietrina Montaldo,
f.ª do doge Leonardo Montaldo.
Teve nove filhos, incluindo o
futuro doge Raffaele Adorno.
ADORNO. Família que passou a Portugal, procedente diretamente da Itália (República de Gênova) ou de Xerez de la Frontera (Andaluzia), em Espanha, onde os havia, provindos daquele país. Com posterior migração para Portugal. Ocorridos principalmente entre os séculos XIV e XVI, impulsionados por disputas políticas em Gênova, exílios e alianças comerciais ou reais.

Os Adorno surgiram no século XII como uma família nobre da República de Gênova. Foram uma das principais casas no poder, rivalizando com famílias como os Fregoso. Forneceram pelo menos seis doges (líderes da república), incluindo Gabriele Adorno (eleito em 1363) e Antoniotto I (que governou intermitentemente até 1397). 

Gabriele Adorno é o fundador da linhagem dogal Adorno: Ele marca o início da ascensão da família ao poder supremo na República de Gênova após as reformas "populares" de 1339 (com Simone Boccanegra). Todas as fontes históricas sobre os Irmãos Adorno no Brasil citam explicitamente Gabriele como o primeiro Doge da família, e ligam os irmãos a essa "célebre família genovesa" que começou sua proeminência pública em 1321 (com Gianfranco Adorno, ancestral próximo) e alcançou o dogado com Gabriele.

A família era conhecida por seu envolvimento em comércio marítimo, banca e política, mas perdeu influência após uma série de revoltas e alternâncias no poder, culminando na dominação espanhola sobre Gênova em 1528.

Ramos da família se estabeleceram na Espanha, produzindo militares, almirantes e figuras proeminentes. Embora não haja menções explícitas a Xerez de la Frontera em todos os registros, a presença em territórios espanhóis (como Andaluzia e Flandres, sob influência espanhola) é documentada. 

Após a perda de poder em Gênova, parte da família buscou exílio em Portugal, aproveitando relações com a corte de D. João III. 

As armas que lhe pertencem são: De ouro, com banda xadrezada de negro e de prata, de três tiras. Timbre: águia estendida de negro entre duas asas de ouro.

Palácio Doge em Genova, Itália. Sede da República de Genova, na qual os Adorno dali governaram. 

BRASIL:

Nos primórdios da formação do Brasil, quando a terra ainda se encontrava em luta aberta contra o gentio hostil e contra a cobiça estrangeira, aportaram na costa da capitania de São Vicente quatro irmãos genoveses: Giuseppe, Raphael, Francesco e Paolo Adorno, vindos na frota de Martim Afonso de Souza, a serviço da poderosa família Marchioni. 

Francesco, tomou parte na construção do engenho Madre de Deus, regressando para a Europa apenas em 1572, segundo algumas fontes como jesuíta. Paolo, depois de envolver-se nas lutas contra os índios hostis em São Vicente, seguiu em 1534 para a Bahia. Lá conheceu o governador geral, Mem de Sá, com o qual passaria a colaborar. Por fim, Giuseppe foi um dos fundadores de Santos, explorando, posteriormente, a cultura canavieira. Seu sucesso como empreendedor, levou-o a estender seus negócios para outras áreas, como Santo André da Borda do Campo, próximo à então aldeia de São Paulo de Piratininga, e até mesmo o Rio de Janeiro, onde teve importante participação na luta contra os huguenotes (protestantes) franceses.

Os quatro irmãos (Giuseppe/José, Francesco/Francisco, Paolo/Paulo e Rafael/Raffaele) descendem do ramo Campanaro que adotou o sobrenome Adorno:Via Battista Adorno olim Campanaro (século XV), que recebeu o privilégio de usar o sobrenome Adorno conferido pelo Doge Antoniotto I Adorno (neto ou descendente próximo de Gabriele). Antoniotto I (Doge múltiplas vezes entre 1378-1396) era filho de Gabriele Adorno. Assim, o ramo Campanaro entra na família Adorno por casamento e concessão dogal de um descendente direto de Gabriele (Margherita Adorno, filha de Adornino, casou com Nicola Campanaro; depois, Battista recebe o nome de Antoniotto I).


Giuseppe Adorno na Capitania de São Vicente:

O nobre genovês, José Adorno figurou entre os mais empenhados e ativos colonizadores da capitania de São Vicente. Casado com D.ª Catarina Monteiro, recebeu de Martim Afonso uma das maiores sesmarias então concedida, terras amplas e merecidas, pois nelas o seu espírito organizador fez florescer a agricultura e a ordem. Foi quem iniciou no litoral paulista a cultura sistemática da cana-de-açúcar, lançando as bases de uma economia duradoura.

Em tempos críticos, quando as hordas indígenas ameaçavam destruir as frágeis povoações litorâneas e quando o futuro da pátria em formação parecia pender por um fio, José Adorno destacou-se entre os homens que, desprezando a própria vida, lutaram destemidamente. Defendeu o litoral não apenas contra os indígenas, mas sobretudo contra a sanha rapace de piratas franceses, batavos e anglo-saxões. Colaborou decisivamente com os portugueses, armando boa parte das tropas em Cananeia, que acabariam por expulsar os franceses na expedição para o Rio de Janeiro.

Sua figura surgia sempre onde o perigo era maior, solidário com os mais fracos, arriscando-se sem temor pela segurança dos companheiros. Grande amigo dos jesuítas, auxiliou-os em todas as circunstâncias. Em 1565, quando os tamoios aliados aos franceses ameaçavam como nunca a capitania, esteve ao lado de Padre Anchieta na arriscada missão até Iperoig, conduzindo as pirogas e irmanando-se à sorte do místico jesuíta. Em 1583, quando o corsário Eduardo Fenton entrou audaciosamente na barra de Santos com intuitos de pilhagem, foi José Adorno quem ousou aproximar-se do pirata, indo até bordo para enfrentá-lo.

Riquíssimo e profundamente dedicado à sua esposa, fundou em Santos a ermida de Nossa Senhora da Graça, ao pé da montanha, doando-a posteriormente aos monges carmelitas. Na ilha de Santo Amaro, ergueu ainda outra capela, transmitida mais tarde aos seus filhos. Longa e frutifera foi sua vida: faleceu centenário, com mais de cem anos, tendo a satisfação de ver coroada de pleno êxito a obra à qual consagrara seus esforços e sua existência. A civilização pela qual lutara, e à qual dedicara o melhor de si, é a mesma que hoje se reconhece como a brilhante civilização paulista, erguida sobre o labor, o sacrifício e a coragem de homens como José Adorno.


Raphael Adorno, O Clã Adorno Paulista:

Rafael Adorno casou-se com Maria Adorno (possivelmente prima ou parente próxima), se fixou no planalto paulista. Seus filhos/netos casaram com famílias vicentinas e paulistas antigas, como Prado, Oliveira, Sampaio e Alvarenga (ex.: Manuel Adorno de Sampaio, filho de Diogo Adorno de Sampaio + Inês Monteiro de Alvarenga). Com descendentes em Guaratinguetá, Taubaté e sul de Minas.


Paolo Adorno na Capitania da Bahia - O Clã Caramuru:

O fidalgo genovês Paulo Dias Adorno fugiu de São Vicente por razão de homicídio; refugiou-se na Bahia com Afonso Rodrigues (natural de Óbidos), por volta de 1530, e casou-se com Filipa Álvares (filha bastarda de Diogo Álvares Correia, O Caramuru) em 1534. Tiveram 2 filhos registrados: Catarina Dias Adorno e Antonio Dias Adorno.

Catarina Dias Adorno, casou com Francisco Rodrigues em 1.° de janeiro de 1552, tendo como padrinho o governador Tomé de Souza. 

Antônio Dias Adorno, foi afamado sertanista, posteriormente feito cavaleiro, agraciado com o hábito de Santiago. 

Madalena Alvares, uma outra filha bastarda de Diogo Álvares Correia - O Caramuru, casou com Afonso Rodrigues (companheiro de Paolo Adorno, que fugira juntamente com ele para a Bahia), no mesmo dia em que casou também Filipa Álvares com Paulo Dias Adorno, e casaram na igrejinha da Graça e foram ministros destes sacramentos o padre Frei Diogo de Borba, religioso de São Francisco, que com companheiros iam para a India com Martim Afonso de  Souza, mandados no ano de 1534 pelo rei D. João III, a fundar lá conventos. Afonso Rodrigues e sua mulher Madalena Alvares, tiveram três filhos registrados: Alvaro Rodrigues, Rodrigo Martins, e Gaspar Rodrigues. 

Por carta del Rey, de 24 de dezembro de 1607: Alvaro Rodrigues e Rodrigo Martins, irmãos, foram feitos fidalgos concedendo-lhes brazão de armas de nobreza, "conforme a seus feitos"; e mercê do hábito da ordem de Avís.

Alvaro Rodrigues, tomou a alcunha do avô (Diogo Álvares Correia) a quem chamavam também o Caramuru, filho de Afonso Rodrigues, dos primeiros fundadores e povoadores da Bahia. Foi senhor do engenho da Cachoeira e suas terras, como fica dito, cavaleiro fidalgo e não sabemos com quem fosse casado este Alvaro Rodrigues Caramuru, mas porque consta dos papéis e escrituras autênticas, que ficam referidas no livro que citamos dos serviços destes Adornos, que os filhos deste Alvaro Rodrigues, que foram Afonso e João não só tomaram o sobrenome de Rodrigues, que era o de seu pai, mas também tomaram o de Adorno que só lhe podia vir por sua mãe, assentamos aqui, enquanto não aparecer outra clareza mais evidente, que esta podia ser alguma F. Adorno, filha de Catarina Dias Adorno e de seu marido Francisco Rodrigues, a qual Catarina Dias Adorno, era filha de Paulo Dias Adorno, e de sua mulher Filipa Alvares, vindo assim a ser a dita Catarina Dias Adorno prima legítima de Alvaro Rodrigues, e a dita F. Adorno mulher de Alvaro Rodrigues, sua sobrinha em 3. ° grau misto com o 2.°. E nem de outra sorte podiam tomar como tomaram os filhos de Alvaro Rodrigues e todos os seus descendentes o sobrenome de Adornos, se não fora assim. E confirma-se o poder ser isto assim, porque de Catarina Dias Adorno e de Antônio Dias Adorno, filhos legítimos de Paulo Dias Adorno, não achamos para esta linha descedência alguma. 

Genealogia dos Adorno-Rodrigues:

1. Diogo Álvaes Correia (O Caramuru)

2. Magdalena Álvares c.c. Afonso Rodrigues

3.1. Alvaro Rodrigues c.c. Filipa *Adorno (se presume filha de Catarina Dias Adorno [prima de Álvaro Rodrigues] 

4.1.1. Afonso Rodrigues Adorno († 7 de abril de 1665) c.c.

5.1. João Rodrigues Adorno, o velho, filho segundo. c.c. D. Úrsula de Azevedo

5.2. Gaspar Rodrigues Adorno c.c. Filipa Álvares, f.ª de Maria Fernandes (†1672)

6.1. João Rodrigues Adorno

6.2. Alvaro Rodrigues Adorno, cap. Mór c.c. Filipa Alvares Madeira

7.1. Álvaro Rodrigues Adorno, Sargento-mor (2 de agosto de 1688) c.c. Elisa Alves Madeira

8.1. Margarida Rodrigues Adorno c.c. Manuel Suzarte em 20 de agosto de 1718.

6.3. D. Maria Adorno c.c. Manuel de Aragão

7.1. Manuel de Araújo de Aragão c.c. D. Maria de Aragão, f.ª de Pedro Camelo e de D. Ana de Aragão, irmã de seu

Pai.

7.2. Antônio de Araújo de Aragão,

7.3. Gonçalo de Araújo de Aragão,

7.4. Cosme de Araújo de Aragão,

7.5. Sebastião de Araújo de Aragão, etc. foi religioso do Carmo e cinco filhas freiras em Portugal. Brites, batizada a 8 de agosto de 1669, Maria, batizada a 25 de dezembro de 1674.

6.4. Afonso Rodrigues Adorno c.c. Maria Dias de Souza em 1654. F.º de Gaspar Rodrigues Adorno; como o pai e avós, sertanista famigerado, o governador geral encarregou-o, 20 de julho de 1671 de socorrer Estevão Ribeiro Baião Parente, cabo dos paulistas que tinham ido "reduzir" os tapuias do Paraguaçu.

7.1.

8.1. Afonso da Franca Adorno,

5.3. Afonso Rodrigues Adorno (†1639), eleito capitão da gente branca

4.1.2. Maria Adorno c.c. Martim de Ugui

5.1. Afonso Rodrigues de Ugim Adorno

3.2. Rodrigo Martins c.c.

3.3. Gaspar Rodrigues c.c. Filipa Adorno (irmã de Clara Adorno e neta de Filipa Álvares, sua avó)

4.3.1. João Rodrigues Adorno (n. c.1607 – †1742)



quinta-feira, 13 de abril de 2023

Clã dos Furtado de Mendonça

MENDOZA / MENDONÇA. Conta-se entre as mais ilustres e antigas famílias da Espanha a dos Mendozas / Mendonças, por vir dos senhores de Biscaia. D. Iñigo Lopes, sexto senhor soberano de Biscaia, de Durango e de Nájera, desde o ano de 1025 até o de 1076, contraiu matrimônio comD. Toda Ortiz, filha herdeira de D. Ortiz Sanches, senhor de Nájera, alferes-mor de Navarra, de quem teve por filho segundo a D. Sancho Iñigues que morreu em 100, vivendo seu pai, e se casou com D. Teresa, deles nascendo D. Lopo Sanches. Este D. Lopo Sanches teve o senhorio de Alaba e do vale de Lodio, confirmou privilégios nos anos de 1081 e 1101 e no de 1094. Casou com sua prima D. Sancha Dias le Frias,filha de D. Diogo Lopes, oitavo senhor soberano de Biscaia, que era neto paterno de D. Iñigo Lopes,a cima referido, e teve D. Iñigo Lopes, senhor de Lodio e Mendoza, pelo que tomou o apelido de Mendoza, como consta de documento do ano de 1164, senhor de Tade em 1189, ano em que morreu. Em 1184 doou o lugar de Pedra Longa ao mosteiro de Uvarenes. Foi casado com D. Teresa Ximenes, filha de D. Ximeno Iñigues, rico-homem, senhor de Cameras, e de sua mulher, D. Maria Gonçalves de Lara, nascendo deste matrimonio vários filhos que usaram o apelido de Mendoza e, entre eles, D. Diogo Lopes de Mendoza, quarto senhor de Lodio, Laiterim e Mendoza, rico-homem,  casado com D. Leonor  Furtado, senhora de Mendobil, filha de Fernão Peres de Lara, chamado o Furtado, meio-irmão de D. Afonso VII, rei de Castela, chamado Imperador, por sua mãe. Por este casamento de D. Diogo Lopes de Mendonça com D. Leonor Furtado se uniram os dois apelidos, que uns usaram em separado, outros em conjunto, chamando-se Furtado de Mendonça ou Mendonça Furtado.

Fernão Furtado, filho deste casal, veio para o reino de Portugal no tempo de D. Afonso III, na companhia da Rainha D. Brites, e o Rei lhe deu a honra de Pedroso. Recebeu-se com D. Guiomar Afonso de Resende, filha de Garcia Afonso de Resende, dos quais proveio ilustre descendência dos apelidos Furtado de Mendonça.


André Furtado de Mendonça
André Furtado de Mendonça: André Furtado de Mendonça foi um dos mais destacados capitães do Estado da Índia onde viveu cerca de 30 anos. Nasceu em Lisboa por volta de 1558, filho de Afonso Furtado, comendador de Borba e Rio Maior, da Ordem de Avis e de sua mulher D. Joana de Sousa1. Aos 16 anos acompanhou D. Sebastião na sua primeira jornada a África e em 1576, apenas com 18 anos, embarca pela primeira vez para a Índia, a cargo do vice-rei Rui Lourenço de Távora, e acompanhado de dois irmãos. Naquela época era difícil ser-se soldado e em particular, sê-lo na Índia. Somente alguns capitães conseguem afastar do espírito a tentação de seguir o caminho fácil do enriquecimento e sucesso individual, sublimando, em si, os ideais de fidelidade à Pátria, ao Rei, a Deus e à Moral.

André Furtado de Mendonça evoluiu em sete anos de simples soldado a capitão famoso, que comandava já outros capitães, apenas com a idade de 25 anos. Em 1581 entra em combate contra corsários malabares no rio Carapatão. Nos 2 anos seguintes distingue-se na luta contra o corsário Cunhale Marcar, vassalo do samorim de Calecute e grande inimigo dos portugueses. Em 1583 socorre a fortaleza de Barcelor. Tendo vindo a Lisboa requerer o despacho dos seus serviços regressa à Índia em 1588. Em Outubro de 1591, o Vice-Rei da Índia, Matias de Albuquerque, eleva André Furtado de Mendonça a capitão-mor de uma armada e encarrega-o de fazer guerra ao Rajá de Jafanapatam em Ceilão. No caminho para Jafanapatam André Furtado derrotou a frota do pirata Cote Muça. Em Jafanapatam as forças navais e terrestres do Rajá foram destroçadas nos combates de 20 e 21 de Outubro, tendo o Rajá sido morto bem como algumas centenas dos seus séquitos. Como consequência se estabeleceu a paz, passando a ilha de Manar para o domínio português. Apesar disso o vice-rei viria a retirar-lhe o comando da armada, o que levou André Furtado de Mendonça a recolher-se em Goa onde se manteve vários anos sem cargos atribuídos. Em 1599, feito capitão-mor do Malabar, é designado para o comando de uma armada de 37 navios e 2000 homens, com a missão de erradicar a pirataria, liderada pelo corsário muçulmano Mohamed Marcar Cunhale. A missão contra o corsário desenrolar-se-á de dezembro de 1599 até ao ataque final em princípio de Março de 1600 à fortaleza que servia de base às operações de pirataria na foz do rio Pudepatão.

Em 1606, a armada holandesa com 11 naus sitiou Malaca, governada por André Furtado Mendonça. A resistência durou até 13 de agosto de 1606, quando os sitiantes receberam a notícia da aproximação da armada do Vice-Rei da Índia D. Martim Afonso de Castro e demandaram outras paragens, com perdas superiores a 250 homens.

André Furtado Mendonça foi governador da Índia portuguesa em 1609, antes da chegada do novo vice-rei Rui Lourenço de Távora. Seu governo na Índia portuguesa, apenas por alguns meses, conseguiu inverter a tendência de desgoverno que se vinha acentuando anteriormente. Em 1610, entregou o governo da Índia ao Vice-Rei Rui Lourenço de Távora e embarcou para Portugal para se avistar com o Rei Filipe II. Furtado de Mendonça faleceu a 1 de Abril de 1611, quando a nau que o transportava se encontrava a cerca de 270 léguas da ilha de Ascensão naufragou. A 5 de Julho decorreu o cortejo fúnebre que levou o corpo para a igreja da Graça onde ficou sepultado ao lado de outro dos heróis da Índia, Afonso de Albuquerque.

Viveu para servir a Pátria. Com total dedicação, não obtendo quaisquer vantagens materiais da sua missão, contando 33 anos de serviço na Índia, dizia ele que foi para a Índia servir e não comerciar. Entre outros feitos, eliminou a pirataria que aniquilava o comércio português, apaziguou e submeteu os reinos locais rebelados, liderou a resistência ao cerco de Malaca imposto pelos holandeses com uma guarnição muito menor, culminando a sua estadia na Índia portuguesa com o exercício da governação daquelas possessões, constituindo um exemplo da liderança lusitana sob a qual foi edificado o império português no Mundo.


Brasil:

Há diferentes ramos dos Furtados de Mendonça no Brasil. Na Bahia os Furtados de Mendonça se entrelaçam com a família d'Eça, com dois irmãos Furtado de Mendonça, casando com duas irmãs d'Eça. Em Pernambuco, com os Moura Rolim e Drummonds, casas já entrelaçadas com Albuquerques, Cavalcantis e Acciolys. Ainda em Pernambuco, com posterior estabelecimento na Bahia, por conta da invasão holandesa e o êxodo havido de famílias pernambucanas que lá se refugiaram, um ramo dos Mouras Rolim se entrelaça com um Furtado de Mendonça. Desse ramo descende o Maquês de Pombal e seu irmão Francisco Xavier de Mendonça Furtado, governador do Grão Pará. Em São Paulo, o coronel Salvador Fernandes Furtado de Mendonça foi dos maiores bandeirantes daquela terra, descobridor do ouro nas Minas Gerais, fundador da cidade de Mariana, e seu povoador. 

Diversos foram os Furtados de Mendonça que figuraram como administradores: Heitor Furtado de Mendonça, primeiro governador-geral do Brasil em 1591, bem como o primeiro inquisidor do Santo Officio no Brasil; Diogo de Mendonça Furtado Governador-Geral do Brasil de 1621-24; Jerônimo de Mendonça Furtado, governador de Pernambuco de 1664-66; Luís de Mendonça Furtado e Albuquerque, Governador (1661) e Vice-Rei da India (1671-77), dos Conselhos de Estado e da Guerra ; Afonso Furtado de Castro do Rio de Mendonça, governador Geral do Brasil (1671-75); além dos já citados Maquês de Pombal e seu irmão Francisco Xavier de Mendonça Furtado.

Clã Furtado de Mendonça & d'Eça em Ilhéus (Bahia):

João Furtado de Mendonça, casou, com D. Arcângela d'Eça, filha de Manuel de Souza d'Eça e de D. Maria d'Eça. Francisco Furtado de Mendonça, irmão de João Furtado de Mendonça, casou com D. Isabel d’Eça, também filha de Manuel de Souza d'Eça e de sua mulher D. Maria d'Eça já referidos. Ambos com geração.




Clã dos Mendonça Furtado de Pernambuco:  

Em Pernambuco, a família Mendonça Furtado se entronca com os Moura Rolim, já entrelaçados com Albuquerques, Cavalcantis, Aciolys e Drummonds

D. Francisco de Mendonça Furtado casou com D. Antonia de Moura, e tiveram três filhos, 2 machos e uma fêmea. Sendo os dois machos religiosos (frades franciscanos), mortos pelos holandeses. A femea Dª Magdalena de Moura casou com Francisco Fernandes Braga, capitão na Guerra Holandesa. Filho de Pedro Fernandes Braga, natural de Braga, da família dos Mendonça Fernandez e Bragança. D. Francisco Fernandez Braga e de D. Magdalena de Moura, tiveram dois filhos, o macho morreu ainda em menor idade, e a femea, chamada D. Victoria de Moura, casou com Leandro Teixeira Escocia de Drummond. Tiveram oito filhos. 

A mais velha, primogênita,  D. Juliana de Drummond casou com Francisco de Brito Lyra, filho de Gaspar de Mendonça de Vasconcelos, natural da ilha da Madeira, homem grave e filho de Manoel de Castro Flores e de D. Lucinda de Mendonça Vasconcellos; o qual Gaspar de Mendonça, vindo a esta terra, casou com Maria de Lyra, da familia dos Lyras.


Francisco Xavier de Mendonça Furtado, foi um administrador colonial e capitão general do Exército. Ele fundou as cidades de Soure e São Domingos do Capim, no Pará e em 1758 transformou o povoado de Macapá em vila. Ele nasceu em 1701 e era irmão do ministro do Reino Marquês de Pombal e do cardeal Paulo António de Carvalho e Mendonça. Foi governador geral do Estado do Grão-Pará e Maranhão de 1751 a 1759 e secretário de Estado da Marinha e do Ultramar entre 1760 e 1769. Ele ajudou na conspiração que levou à condenação à morte do padre Gabriel Malagrida e para a expulsão dos Jesuítas de Portugal.

Como governador geral do Estado do Grão-Pará e Maranhão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado recebeu duas importantes diretrizes: promover a secularização da administração das aldeias e a declaração da “liberdade” dos índios e a criação de uma companhia geral de comércio para o Grão-Pará. Essas diretrizes levantaram questões sobre a liberdade dos índios, a abolição do governo temporal das aldeias controladas pelos missionários e o incentivo à produção e ao comércio da capitania. Em 1752, foi designado como chefe plenipotenciário da missão demarcatória dos limites fronteiriços da bacia Amazônia. Tendo sido o braço do governo pombalino nas capitanias do norte e responsável por várias iniciativas, incluindo a demarcação dos limites estabelecidos no Tratado de Madri de 1750 entre Portugal e Espanha, a criação de vilas, incentivo ao povoamento, a resolução de questões relativas aos indígenas e à mão de obra, e o incentivo à agricultura. Também foi responsável por uma nova política em relação aos índios, promulgando leis que lhes concediam liberdade e reconhecimento como vassalos do rei e abolindo o domínio religioso sobre as missões e aldeamentos. Essas medidas culminaram na publicação do Diretório dos índios em 1757 e na expulsão dos jesuítas em 1759. Furtado também cuidou da demarcação e defesa dos limites do Estado. Regressou a Lisboa em 1759 e foi nomeado secretário de Estado da Marinha e Negócios Ultramarinos em 1762. Falecendo em Vila Viçosa em 1769.



 Outros Clãs:

domingo, 18 de setembro de 2022

Clã dos Caldeira Brant




CALDEIRA BRANT. O sobrenome Brant parece ser uma derivação de Brabant, originário de um ramo ilegítimo da família Brabant a partir do nascimento de Jan van Brabant, filho bastardo de John III, duque de Brabant, com Mademoiselle de Huldenberg. Jan van Brabant era senhor de Ayseawem Hainout, de Launebourg e Lacqueueve, os três morgados em Flandres (atual Bélgica). Dessa linhagem, nasceu outro Jan van Brabant (II), batizado em 10 de março de 1643 na Igreja de Nossa Senhora, na Antwerp. Ele foi o responsável pela integração da família Brant na história portuguesa. Era filho de Paul van Brant, nascido em 4 de agosto 1592, na Antwerp, casado com Cornélia Keteler na Igreja de S. Valburge, Antwerp, em 17 de dezembro de 1641. João de Brant mudou-se para Lisboa, em data desconhecida, onde parece ter se naturalizado português acrescendo o sobrenome da mãe, Keteler (aportuguesado para "Caldeira"), à sua assinatura. Assim, passou a se chamar João Caldeira Brant, e seus descendentes incorporaram o apelido Caldeira Brant aos seus nomes. De seu matrimônio com Mariana de Sousa Coutinho, filha de Bartholomeu Fernandes Coutinho e de Maria José de Sousa, nasceu Ambrósio Caldeira Brant em Lisboa.

Genealogia da família Caldeira Brant:

1. John III, Duke of Brabant c.c. Ermengarde Elisabetha Maria van Brant van Huldenberg

2. Jan I van Brant van Aiseau c.c. Cathérine d'Ochamps de Haneffe

3. Jan II van Brant van Aiseau c.c. Julienne de Beaufort-Spontin

4. Peter van Brant c.c. Gertrude de Neuville

5. Willem van Brant c.c. Marguerite de Hontois

6. Jacques van Brant c.c. Elizabeth Maes

7. Paul van Brant c.c. Elizabeth Roubouts

8. Paul van Brant c.c. Cornelia Keteller

9. João Caldeira Brant (Hans van Brant) c.c. Maria Ana de Souza Coutinho

10. Ambrósio Caldeira Brant c.c. Josefa Maria de Sousa


Brasil:

Ambrósio, chega ao Brasil, pelo menos em 1704, quando se registra seu casamento com Josefa de Sousa, filha de João de Sousa e Silva, natural de Portugal, e de sua mulher Sebastiana da Rocha, natural de São Paulo, e por assim, neta pelo lado materno de Alberto de Oliveira d'Orta. Desse casamento, tiveram 5 filhos: 4 machos e uma fêmea. Os Brants virão a se entrelaçar muitas vezes, no futuro, com outros membros da família Horta. Não se sabe ao certo quando Ambrósio Caldeira Brant chegou em Minas Gerais, mas se tem conhecimento d'ele já morar na região em 1708, pois tomou parte na Guerra dos Emboabas (1708-09) ao lado dos emboabas. Como mestre de campo, Ambrósio foi responsável por desafiar Amador Bueno da Veiga, “homem de grande reputação por valor, experiência e nobre cidadão de São Paulo, para um confronto depois que este pediu reparação dos agravos e perfídias sofrido pelos paulistas no episódio conhecido como Capão da Traição”.  Ambrósio era o comandante do Forte do Rio das Mortes, atacado pelos paulistas liderados por Amador Bueno.

Além de Minas Gerais, os Brants, preponderantemente, terão ramificações na Bahia sob sobrenome Caldeira, e em Goiás aonde se entroncam com os Vilelas Frazão.

Genealogia da Família Caldeira Brant:

1. Mestre de Campo Ambrósio Caldeira Brant (n. 1673; f. 1728 em S. João del Rey); c.c. Josefa Maria de Sousa da Rocha (n. Jundiaí), f.ª de João de Sousa e de Sebastiana da Rocha.

2.1 Felisberto Caldeira Brant (n. 1710; f. 1756 em Caldas da Rainha; ou em 1769 na cadeia do Limoeiro em Lisboa?); c.c. Branca de Almeida Lara. em 13/03/1736 em S. João Del Rey.

3.1 Felisberto Caldeira Brant (f. 1 de nov. de 1755, Lisboa);

3.2 Cel. Gregório Caldeira Brant (n. Vila Boa de Goiás) c.c. Ana Joaquina de Oliveira Horta em 16 de março de 1772 na Catedral de Mariana; recebeu as bênçãos nupciais em 26 de abril do dito ano na matriz de São Sebastião, distrito de Mariana (atual distrito de Bandeirantes).

4.1 Felisberto Caldeira Brant, marquês de Barbacena (n. arraial de São Sebastião, distrito de Mariana em 19/09/1772), c.c. Ana Constança Guilhermina de Castro Cardoso dos Santos.

5.1. Felisberto Caldeira Brant Pontes, 2º visconde de Barbacena;

5.2. Pedro Caldeira Brant, conde de Iguaçu; c.c. Maria Isabel (II) de Alcantara Brasileira, f.ª ilegítima de D. Pedro I com Domitila de Castro Canto e Mello.

5.3. Ana Constança Caldeira Brant;

5.4. Ana Francisca Caldeira Brant;

5.5. Maria Caldeira Brant; e

5.6. Ana Eufrosina Caldeira Brant

4.2. Ildefonso Caldeira Brant, visconde de Gericinó (n. 1774; f. solteiro no RJ);

4.3 Tomás Caldeira Brant

4.4 Ana

4.5 Inácio

4.6 Teresa Caldeira Brant, tronco dos Gomes Caldeira Brant; c.c. João Gomes da Silva

5.1. Felisberto Gomes Caldeira Brant c.c.

5.2. Jacinta Narcisa Caldeira da Silva c.c. José Bonifácio de Oliveira Fontoura e Andrade

6.1. José Bonifácio Caldeira de Andrada c.c. Maria Amália Vieira da Rosa

7.1. Jacinta Amélia Caldeira de Andrada;

7.2. José Caldeira de Andrada;

7.3. José Bonifácio Caldeira de Andrada, Junior;

7.4. Felisberto Gomes Caldeira de Andrada;

7.5. Thomáz Heraclito Caldeira de Andrada

7.6. Luiz Caldeira de Andrada;

7.7. João Floriano Caldeira de Andrada;

7.8. Adelaide Flora de Souza Lobo;

7.9. Maria José Caldeira de Andrada;

7.10. Anna Caldeira de Andrada;

7.11. Floriana Augusta (Sinhazinha) de Cerqueira Lima;

7.12. Fernando Gomes Caldeira de Andrada;

7.13. Luis Gomes Caldeira de Andrada e

7.14. Brasília Caldeira de Andrada

5.3. Luiz Gomes Caldeira;

5.4. Conrado Gomes Caldeira;

5.5. Francisca Caldeira Brant;

5.6. Branca Caldeira Brant; 

5.7. Ana Caldeira Brant

2.2 Joaquim Caldeira Brant (n. 1711; e f. em 22-11-1756) c.c. Helena Rodrigues Fróes, irmã de José Rodrigues Fróes:

3.1 José Caldeira Brant (n. em Pilões-GO), c.c. Ignez Perpétua de Jesus, em 14-07-1785.

3.2 Manoel Caldeira Brant

3.3 Maria Inácia do Nascimento. Casou duas vezes, com descendência  em Serro, MG.

3.4 Joaquim Caldeira Brant Júnior, viveu em Paracatu, em estado de solteiro; filho descoberto:

4.1 Serafim Caldeira Brant; casou duas vezes: 1ª vez com Antônia Severino Botelho, com descendência nos Severino Botelho; 2ª vez aos 29-01-1827 na matriz de Santa Cruz - GO, c.c. Josefa Maria Vaz de Castro, f.ª do Capt. Caetano Teixeira Sampaio e de Ana Neto da Costa;

4.2. Lourenço Caldeira Brant

2.3 Sebastião Caldeira Brant c.c. Máxima de Siqueira:

3.1 Francisco Xavier;

3.2 Felisberto;

3.3 Ambrósio.

2.4 Conrado Caldeira Brant. Testou em 27/02/1777; Declara ser solteiro, nem teve filho algum e institui com seus herdeiros sobrinhos e sobrinhos.

2.5 José

2.6 Jacinta Caldeira Brant, tronco dos Vilela de Paracatu; nascida na freguesia do Pilar, vila de S. João Del-Rey, foi c.c. Manoel Pires Ribeiro, natural da freguesia de Montserrat, Vila de Viana, Viana do Castelo, Portugal, f.º de Manoel Afonso e de Natália Ribeiro. Filhos:

3.1 Ambrósio Pires Ribeiro, batizado a 23 de julho de 1737 na capela de Santa Cruz do Salto, freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Congonhas do Campo; estudava no Seminário de Mariana em 1765 e se habilitou sacerdote em 1749;

3.2 José Pires Ribeiro;

3.3 Manoel Pires Ribeiro;

3.4 Eufrásia de Jesus Maria c.c. o Tent.-Cel. Antônio Vilela Frazão.

3.5 Francisco Pires Ribeiro;


Outros Clãs:

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Clã dos Moura Rolim


MOURA ROLIM. Descendem de D. Roger Child Rawins , fidalgo flamengo natural de Flandres, que em 1147, seguia em uma esquadra, com outros cruzados, para Terra Santa. Quando recebendo pedido de ajuda, tomou parte com D. Afonso Henriques, rei de Portugal, na conquista de Lisboa, que se encontrava em poder dos mouros. D. Child, foi condecorado com o título de Senhor de Azambuja, antiga Vila Franca (do árabe azzabuja - olival bravo), e radicou-se em Portugal, onde aportuguesou seu nome para Childe Rolim. D. Rolim seria filho ilegítimo do 5º Conde de Chester (Hugo de Kevelioc), bisneto por linha reta feminina dos Reis de Inglaterra (Henrique I). O rei D. Sancho I, que sucedeu, seu pai, Afonso Henriques, confirmou o senhorio da vila Franca de Xira a D. Rolim: “No Senhor Deus e outros. Eu, Sancho, pela graça de Deus Rei de Portugal, juntamente com meu filho, o Rei Don Afonso e meus outros filhos e filhas, faço uma carta de Dom e perpétua firmeza a você Raolino e a todos os flamengos, presentes e futuros, que residem em Villa Franca, damos-lhe esta villa e outras”. Daí o nome "Franca", em razão dos flamengos lá estabelecidos. Dezoito anos adiante, El-Rey Afonso o Segundo, conta "setecentos vizinhos e nobreza...". D. Rolim teve uma única filha chamada D. Maria Rolim que se casou com Gonçallo Fernandez Tavares. Sua septa-neta, Urraca Fernandes Rolim casou com Álvaro Gonçalvez de Moura, f.º de Gonçalo Vasques de Moura e de Inês Gonçalves de Sequeira, ajuntando o sobrenome Moura ao Rolim. No que pese não haver ligação dos Rolim com outros ramos Moura. É dizer, todo Rolim é Moura, mas nem todo Moura é Rolim. 

Brasão de Armas: os Moura Rolim usam o brasão de armas dos Moura. Escudo com panopla encarnada com seis castelos em torno de um ao centro. Tendo como timbre um castelo de três torres.

Genealogia da Família Rolim:

1. D. Roland, Duque de Chester

2. Roger Child Rawins / Childe Rolim (Senhor de Azambuja, antiga Vila Franca) c.c. Maria Paes de Delgado, f.ª de Pedro Paes de Albergaria (2º Senhor de Albergaria).

3.1. Maria Rolim c.c. Gonzalo Fernandes Tavares

4.1. Fernão Gonçalves Azambuja c.c. Ouriana Godins, f.ª de Godinho Pouzadas de Tamal e de D. Sancha Pires (Velho)

5.1. Rui Fernandes Tavares c.c. Elvira Esteves de Avelar,f.ª de

6.1. Pedro Rodrigues

7.1. Gonçalo Rodrigues

8.1. Leonor Gonçalves Rolimc.c. Lopo Pires Palha

9.1. Urraca Fernandes Rolim c.c. Álvaro Gonçalves de Moura, f.º de Gonçalo Vasques de Moura e de Inês Gonçalves de Sequeira

10. Pedro Rodrigues de Moura c.c. Teresa de Novais

11. Fernão de Moura c.c. Maria Guillen Garcês

12. D. Rolim de Moura c.c. Brites Caldeira

13. Pedro de Moura c.c. Mécia de Abreu, hexa-neta do Rei Pedro I e de D. Inês de Castro

14. Manuel de Moura c.c. Isabel de Albuquerque, f.ª de Lopo de Albuquerque e de Ana de Bulhões.

15. Felippe de Moura c.c. Genebra Cavalcanti de Albuquerque


Brasil:

Os Moura Rolim passam ao Brasil, na pessoa de D. Felippe de Moura, que veio para Pernambuco pelos anos de 1556, quando sua tia, irmã de sua mãe, D. Brites d'Albuquerque, já era viúva de Duarte Coelho, e tutora de seu filho Duarte Coelho de Albuquerque que sucedeu ao pai como Donatário de Pernambuco. Na sua ausência, se encontrando em Lisboa. Pelos anos de 1593, acha-se D. Felippe de Moura como Capitão-Mór de Pernambuco. Antes, junto com Duarte Coelho e outros nobres, e índios tabajaras, tomou parte na expedição militar que expandiu a colônia para o sul, nas terras do cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, contra os caetés: 
" .... eu vi uma Patente passada por ele, do posto de Capitão da Ordenança, a Duarte de Sá, com data de 15 de Maio de 1595, e outros documentos antigos pelos quais consta que foi Padroeiro da Capela mór da Igreja de N. Senhora das Neves do Convento da Ordem de São Francisco da Cidade de Olinda, na qual ainda vi pintadas as suas armas sobre a porta travessa da parte do Evangelho.". 
D. Felippe de Moura, era filho de Isabel de Albuquerque, irmã de Jerônimo Albuquerque (O Torto), e veio a se casar com sua prima colateral de 3º grau, Genebra d'Albuquerque Cavalcanti, neta de seu tio Jeronimo Albuquerque e filha do florentino Filippo Cavalcanti. Vários de seus descendentes, no futuro, se entrelaçarão com os Cavalcantis resultando em um autêntico clã endogâmico. 

Um de seus filhos: D. Francisco de Moura, junto com seu sobrinho, Felippe de Moura de Albuquerque, neto de Felippe de Moura, Capt. de Infantaria, foram heróis da restauração da Bahia. Tendo Francisco de Moura a governado de 1624 à 1626. 

Uma neta: Maria Pereira de Moura, casa com Zenóbio Accioly de Vasconcellos, que será uma das principais linhagens dos Acciolys no Brasil.

Os Moura Rolim, também foram donatários da Capitania do Espírito Santo, herdada por Cosme de Moura Rolim, filho de Manoel de Moura Rolim e de Ana Maria da Silva Pimentel. Que posteriormente a vende para a coroa, pelo mesmo valor, 40 mil cruzados, que seu avô, Francisco Gil de Araújo, a havia adquirido em 1674.


Genealogia da Família Moura Rolim:

D. Felippe de Moura c.c. Genebra d'Albuquerque,

2.1. D. Francisco de Moura, que passou a servir a el rei em Flandres e na India, onde ocupou grandes postos, e depois vindo com o primeiro socorro á restauração da Bahia a ficou governando desde o ano de 1624 até o de 1626; teve quatro contendas e foi Senhor da Ilha Graciosa: faleceu solteiro.

2.2. D. Antonio de Moura, que foi Governador do Cabo Verde, onde faleceu solteiro e sem sucessão.

2.3. D. Jeronymo de Moura que passou a servir na India, onda faleceu sem sucessão.

2.4. D. Paulo de Moura, que faleceu Religioso da Ordem de São Francisco desta Provincia do Brasil.

2.5. D. João de Moura, Religioso da mesma ordem e Provincia.

2.6. D. Catharina de Moura c.c. Lourenço de Sousa e Moura, de cujo matrimonio nasceram:

3.1. Lourenço de Sousa e Moura que faleceu sem sucessão,

3.2. Manoel de Sousa e Moura, que tambem faleceu sem sucessão,

2.7. D. Isabel de Moura c.c. Antonio Ribeiro de Lacerda

3.1. Manoel Ribeiro de Lacerda, que faleceu solteiro e sem sucessão.

3.2. D. Maria de Lacerda c.c. seu tio Felippe Cavalcante

2.8. D. Mecia de Moura c.c. Cosme Dias da Fonseca, natural de Pernambuco e Senhor de muitos engenhos, filho de Pedro Dias da Fonseca, natural da Villa do Conde, da familia dos Carneiros Gasios, uma das mais nobres d'aquela Villa, e de D. Maria Pereira Coutinho, viúva que ficara de Manoel Ribeiro de Lacerda, de que acima falamos, e neto pela parte paterna de Antonio Dias da Fonseca e de Joanna de Goes, filha de Pedro de Goes. Deste matrimonio de Cosme Dias da Fonseca com D, Mecia de Moura nasceram:

3.1. Pedro de Moura Pereira c.c. sua prima D. Francisca Cavalcante, filha de Cosme da Silveira, primo de Cosme Dias da Fonseca, seu pai e de D. Margarida d'Albuquerque Cavalcante, irmã de D. Genebra d'Albuquerque, de quem acima falamos, a qual 'D. Margarida d Albuquerque depois viúva de João Gomes de Mello. Do matrimonio de D. Pedro de Moura, que faleceu no ano de 1677, com D Francisca Cavalcante, nasceu unica:

3.2. Felippe de Moura e Albuquerque, que em 1624 embarcou como Capitão de Infantaria em companhia de seu tio D. Francisco de Moura no primeiro socorro que foi á restauração da Bahia, onde ficou e se casou duas vezes: uma com D, Felippa Pissarra; a segunda com D. Maria Pimentel, filha de Antonio da Silva Pimentel e de D. Joanna de Araujo, pessoas mui nobres e conhecidas na Bahia. E de nenhum destes matrimonios houve sucessão,

3.3. Manoel de Moura Rolim, filho 3.º de Cosme Dias da Fonseca e de D.Mecia de Moura, nascêo no anno de 1616. Foi Capitão de Infantaria em companhia de seu tio D. Francisco de Moura, no primeiro socorro que foi á restauração da Bahia, onde faleceu em 1664. C.c. D Anna Maria da Silveira, irmã de sua cunhada D. Maria Pimentel, filhas de Antonio da Silva Pimentel e de D. Joanna d'Áraujo. E deste matrimonio nasceram:

4.1. Antonio de Moura Rolim, nasceu no ano de 1658 e faleceu na Bahia solteiro, digo, na Bahia, sua patria no de 1708. Casou no ano de 1673 com sua prima. D. Mecia de Moura, filha de Pedro de Moura e de D. Francisca Cavalcante. E deste matrinfonio nasceo unicamente: |

5. Manoel Garcia de Moura Rolim no ano de 1677 e c.c. D. Ursula Carneiro da Cunha, filha de João Carneiro da Cunha, Senhor do engenho do Meio, na freguesia da Varzea e de D., Anna Carneiro de Mesquita, no ano de 1701 e atê o presente de 1748 não ha deste matrimonio sucessão.

3.4. Cosme Rolim de Moura, que passou a servir na India, onde faleceu sem sucessão

 

4.2. Cosme de Moura Rolim, que faleceu solteiro na Bahia.

4.3. Felippe de Moura d'Albuquerque, tambem faleceu na Bahia solteiro e sem sucessão.

4.4. D. Mecia de Moura, casou na Bahia com seu primo Manoel Garcia Pimentel, Senhor Donatario da Capitania do Espirito Santo e faleceram sem sucessão,

3.5. Francisco de Moura Rolim, tambem passou a servir na India, onde faleceu sem sucessão.

3.6. Paulo de Moura, que faleceu Religioso da mesma Ordem de S. Francisco nesta Provincia do Brasil

3.7. Antonio de Moura, que faleceu Religioso da mesma Ordem e Provincia (batizado na freguesia do Salvador a 12 de Junho de 1611).

3.8. D Maria Pereira de Moura c.c. Zenobio Accioly de Vasconcellos, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Alcaide Mor da Villa de Olinda e Mestre de Campo de Infantaria do 3.º pago da Praça do Recife. E de sua descendência daremos notícia no título.

 




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