sexta-feira, 31 de julho de 2026

Clã dos Rollemberg / Relemberg

ROLLEMBERG (ROLEMBERG, ROLLENBERG, RELEMBERG, RELAMBERGE). Família de origem germânica, estabelecida primeiramente em Portugal e, posteriormente, na Bahia e em Sergipe, donde procedem os principais ramos brasileiros deste apelido. As formas antigas Relemberg, Relamberge, Rolemberg e Rollenberg correspondem a variantes ortográficas de um mesmo sobrenome, comuns na documentação luso-brasileira dos séculos XVII e XVIII.

Segundo tradição genealógica, a família descenderia de Ponclazio Weide, que viveu nos princípios do século XVII, casado com Juluvidza Rollemberg,  tiveram dois filhos (ao menos até aonde constam os registros): Immanuel Rollenberg, casado com Sezilha de Pina, pais de Manuel Rollemberg, natural da freguesia de Nossa Senhora dos Mártires, em Lisboa, cerca de 1660, e Baltasar Weide casado com Clara de Pina, pais de Francisco de Pina. Se presume que Sezilha e Clara fossem irmãs, tal como Immanuel e Baltasar. 

Incidência do Sobrenome Weide na Alemanha
O sobrenome Rollemberg é considerado de origem toponímica, derivando do alemão antigo Rollenberg, composto de rollen ("rolar") e berg ("monte" ou "colina"), significando literalmente "monte das pedras rolantes" ou "colina rolante". Alguns autores admitem igualmente derivação de antigo antropônimo germânico, hipótese igualmente compatível com a formação dos sobrenomes medievais alemães. A forma portuguesa Relemberg, largamente empregada pelos escrivães coloniais, representa mera adaptação fonética da pronúncia germânica.

Já o sobrenome Weide, apontado como o patronímico originário da família, deriva do alto-alemão medieval wîde, significando ordinariamente "salgueiro", e apenas secundariamente "pastagem". Trata-se de apelido toponímico muito frequente nas regiões centrais e orientais da Alemanha, especialmente Saxônia, Turíngia, Brandemburgo e Silésia, sendo provável que a linhagem primitiva tenha procedido de alguma localidade denominada Weide ou Weiden.


Brasil

Manuel Relemberg e Fransisco de Pina, primos em primeiro grau, ambos filhos respectivamente de Immanuel Rollemberg e de Baltasar Weide, teriam chegado a Bahia antes de 1692. O ingresso na Santa Casa da Misericordia na Bahia, registra o ingresso de Francisco de Pina em 1692, e o de Manuel Relemberg em 1696. Naturalmente, o ingresso na respectiva instituição, não implica necessariamente o ano de chegada no Brasil. Como o trâmite processual para o ingresso na Santa Casa da Misericordia, demorava por vezes anos, é muito provável que a respectiva estada dos dois primos no Brasil antecedesse a 1690. Tanto Manuel quanto Francisco eram naturais de Lisboa, da freguesia de Nossa Senhora dos Mártires.

Os avós de Manuel Relemberg (Ponclazio Weide e Juluvidza Rollemberg), são referidos em documentos como "da Alemanha", seu pai, Immanuel Rollemberg, casado com Sezilha de Pina, natural de Lisboa. Estabelecendo-se na Bahia (Manuel Relemberg), foi admitido como irmão da Santa Casa da Misericórdia em 15 de abril de 1696. Casou-se, segundo a documentação atualmente conhecida, com Joana de Mendonça, filha do capitão Manuel de Abreu de Mendonça e de Ana Moreira, naturais da Bahia. Frei Antônio de Santa Maria Jaboatão registra ainda um segundo matrimônio com D. Brites da França, filha de Luís Paes Floriano e D. Clara da França Corte Real (família fidalga do Recôncavo baiano, casa de Matuim), admitindo-se, pelas pesquisas contemporâneas, que ambos os enlaces tenham ocorrido sucessivamente em razão de viuvez.


O Ramo Rollemberg de Sergipe

Do casamento de Manuel Relemberg com Joana de Mendonça nasceu Manuel Rollemberg, dito "o sergipano", cerca de 1713, estabelecido definitivamente em Sergipe, onde adquiriu extensas propriedades açucareiras, entre elas os engenhos São Francisco e Nossa Senhora de Nazaré (Catete), casando com Clara Maria de Lima, de cujo matrimônio procedem praticamente todos os grandes ramos sergipanos da família. Sua descendência espalhou-se por Santo Amaro das Brotas, Japaratuba, Capela, São Cristóvão e demais regiões do vale do Vaza-Barris, ligando-se por casamento às famílias Faro, Accioli, Dias, Leite, Guimarães, Barros Pimentel, Botto, Oliveira Chaves e outras das mais distintas do Norte do Império.

Dessa linhagem procederam diversas figuras de relevo político, administrativo e intelectual, entre as quais Gonçalo Accioly de Faro Rollemberg, Barão de Japaratuba; José Rollemberg Leite, governador de Sergipe e senador da República; Heráclito Guimarães Rollemberg, senador; Armando Leite Rollemberg, ministro do Tribunal Federal de Recursos; além de numerosos magistrados, parlamentares, oficiais da Guarda Nacional e grandes proprietários rurais, conservando por mais de dois séculos posição destacada na vida econômica e política sergipana.

Embora o ramo originado do casamento com D. Brites da França tenha permanecido principalmente na Bahia, foi a descendência de Joana de Mendonça e Clara Maria de Lima que consolidou a projeção histórica do apelido Rollemberg no Brasil, tornando-o um dos mais tradicionais da antiga aristocracia açucareira de Sergipe.

Do casamento de Manuel Rollemberg com Clara Maria de Lima (viva em 1782), houveram onze (11) filhos:

  1. Clara Maria de Almeida → cas. capitão-mor José Ferreira Passos (n. 1729, fal. 1804).
  2. José de Barros Pimentel.
  3. Gonçalo Paes de Azevedo (fal. c. 1824?) → cas. Antônia de Moura Accioly Caldas de Moura (Santo Amaro das Brotas).
  4. Francisco Xavier de Almeida (fal. 1808) → cas. Rosa Maria de Jesus.
  5. Alexandre Ribeiro Pena → cas. Luíza de Sá e Vasconcelos (alforriou escravo em 1782).
  6. João Paes Rolemberg → cas. Maria Sofia de Araújo Góis.

7-11. Cinco filhos adicionais (não nomeados nas fontes consultadas, mas documentados em partilhas; contribuíram para expansão familiar via casamentos locais).

Gonçalo Accioly de Faro Rollemberg,
barão de Japaratuba
Do enlace de Gonçalo Paes de Azevedo com Antônia Caldas de Moura Accioly, irmã do Marechal José Inácio Accioli de Vasconcelos Brandão, descende Gonçalo Accioly de Faro Rollemberg, barão de Japaratuba, seu neto. O casal teve como filho Manuel Accioli Rollemberg de Azevedo 1780- que casou com Maria Jose de Faro Leitão, esses, pais de Gonçalo Accioly de Faro Rollemberg, Barão de Japaratuba que casou com Bernardina do Prado e, em segundas com Maria Leite Sampaio, tiveram nove (9) filhos. Dentre os quais:

José de Faro Rollemberg, Coronel da Guarda Nacional; Vice-Presidente da Província de Sergipe (1885). Casou-se com: Amélia Dias e Mello, filha do Barão de Estância.

Gonçalo de Faro Rollemberg, médico; senador da República. Casou-se com: Aurélia Dias Rollemberg, filha da família Dias de Mello. Escreveu as famosas: Memórias de Dona Sinhá e herdou o Engenho Escurial. Tiveram como filha: Ana Amélia Rollemberg.

Genealogia dos Rollemberg (Weide):

Ponclazio Weide c.c. Juluvidza Rollemberg Weide  (1608)

Baltasar Weide c.c. Clara de Pina

Francisco de Pina (primo de Manuel Relemberg, ambos imigraram para Bahia antes de 1692)

Immanuel/Manuel Rollenberg/Relemberg (1628) c.c. Sezilha de Pina (n. de Lisboa)

1º Casamento de Manuel Relemberg (n. de Lisboa, 1660) c.c. Joana Mendonça (n. da Bahia), f.ª do capitão Manuel de Abreu de Mendonça e Ana de Mendonça

Manuel Rollemberg, “sergipano” (n. de Sergipe ou Bahia, 1713; fal. em 1782) c.c. Clara Maria de Lima

Clara Maria de Almeida c.c. capitão-mor José Ferreira Passos (n. 1729, fal. 1804).

José de Barros Pimentel.

Gonçalo Paes de Azevedo (fal. c. 1824?) c.c. Antônia de Moura Accioly Caldas de Moura (Santo Amaro das Brotas).

Manuel Accioli Rollemberg de Azevedo 1780- c.c. Maria Jose de Faro Leitão

Gonçalo Accioly de Faro Rollemberg, Barão de Japaratuba c.c. Bernardina do Prado e, em segundas com Maria Leite Sampaio (tiveram 9 filhos).

Francisco Xavier de Almeida (fal. 1808) c.c. Rosa Maria de Jesus.

Alexandre Ribeiro Pena c.c. Luíza de Sá e Vasconcelos (alforriou escravo em 1782).

João Paes Rolemberg c.c. Maria Sofia de Araújo Góis.

2º Casamento de Manuel Relemberg (n. de Lisboa, 1660) c.c. Brites da Franca Corte Real, f.ª de Luís Pais Floriano e de Clara da França Corte Real (família fidalga do Recôncavo baiano, casa de Matuim).

Manoel Rollemberg (ou variante), com geração na Bahia.

 

Outros Clãs:

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Clã dos Adorno

 


Giorgio Adorno, 17º Doge 
da República de Genova.
 Filho de Adornino Adorno e de
Nicolosia della Rocca,
seu irmão, Antoniotto, foi eleito
4 vezes doge da República.
Nasceu por volta de 1350,
casou com Pietrina Montaldo,
f.ª do doge Leonardo Montaldo.
Teve nove filhos, incluindo o
futuro doge Raffaele Adorno.
ADORNO. Família que passou a Portugal, procedente diretamente da Itália (República de Gênova) ou de Xerez de la Frontera (Andaluzia), em Espanha, onde os havia, provindos daquele país. Com posterior migração para Portugal. Ocorridos principalmente entre os séculos XIV e XVI, impulsionados por disputas políticas em Gênova, exílios e alianças comerciais ou reais.

Os Adorno surgiram no século XII como uma família nobre da República de Gênova. Foram uma das principais casas no poder, rivalizando com famílias como os Fregoso. Forneceram pelo menos seis doges (líderes da república), incluindo Gabriele Adorno (eleito em 1363) e Antoniotto I (que governou intermitentemente até 1397). 

Gabriele Adorno é o fundador da linhagem dogal Adorno: Ele marca o início da ascensão da família ao poder supremo na República de Gênova após as reformas "populares" de 1339 (com Simone Boccanegra). Todas as fontes históricas sobre os Irmãos Adorno no Brasil citam explicitamente Gabriele como o primeiro Doge da família, e ligam os irmãos a essa "célebre família genovesa" que começou sua proeminência pública em 1321 (com Gianfranco Adorno, ancestral próximo) e alcançou o dogado com Gabriele.

A família era conhecida por seu envolvimento em comércio marítimo, banca e política, mas perdeu influência após uma série de revoltas e alternâncias no poder, culminando na dominação espanhola sobre Gênova em 1528.

Ramos da família se estabeleceram na Espanha, produzindo militares, almirantes e figuras proeminentes. Embora não haja menções explícitas a Xerez de la Frontera em todos os registros, a presença em territórios espanhóis (como Andaluzia e Flandres, sob influência espanhola) é documentada. 

Após a perda de poder em Gênova, parte da família buscou exílio em Portugal, aproveitando relações com a corte de D. João III. 

As armas que lhe pertencem são: De ouro, com banda xadrezada de negro e de prata, de três tiras. Timbre: águia estendida de negro entre duas asas de ouro.

Palácio Doge em Genova, Itália. Sede da República de Genova, na qual os Adorno dali governaram. 

BRASIL:

Nos primórdios da formação do Brasil, quando a terra ainda se encontrava em luta aberta contra o gentio hostil e contra a cobiça estrangeira, aportaram na costa da capitania de São Vicente quatro irmãos genoveses: Giuseppe, Raphael, Francesco e Paolo Adorno, vindos na frota de Martim Afonso de Souza, a serviço da poderosa família Marchioni. 

Francesco, tomou parte na construção do engenho Madre de Deus, regressando para a Europa apenas em 1572, segundo algumas fontes como jesuíta. Paolo, depois de envolver-se nas lutas contra os índios hostis em São Vicente, seguiu em 1534 para a Bahia. Lá conheceu o governador geral, Mem de Sá, com o qual passaria a colaborar. Por fim, Giuseppe foi um dos fundadores de Santos, explorando, posteriormente, a cultura canavieira. Seu sucesso como empreendedor, levou-o a estender seus negócios para outras áreas, como Santo André da Borda do Campo, próximo à então aldeia de São Paulo de Piratininga, e até mesmo o Rio de Janeiro, onde teve importante participação na luta contra os huguenotes (protestantes) franceses.

Os quatro irmãos (Giuseppe/José, Francesco/Francisco, Paolo/Paulo e Rafael/Raffaele) descendem do ramo Campanaro que adotou o sobrenome Adorno:Via Battista Adorno olim Campanaro (século XV), que recebeu o privilégio de usar o sobrenome Adorno conferido pelo Doge Antoniotto I Adorno (neto ou descendente próximo de Gabriele). Antoniotto I (Doge múltiplas vezes entre 1378-1396) era filho de Gabriele Adorno. Assim, o ramo Campanaro entra na família Adorno por casamento e concessão dogal de um descendente direto de Gabriele (Margherita Adorno, filha de Adornino, casou com Nicola Campanaro; depois, Battista recebe o nome de Antoniotto I).


Giuseppe Adorno na Capitania de São Vicente:

O nobre genovês, José Adorno figurou entre os mais empenhados e ativos colonizadores da capitania de São Vicente. Casado com D.ª Catarina Monteiro, recebeu de Martim Afonso uma das maiores sesmarias então concedida, terras amplas e merecidas, pois nelas o seu espírito organizador fez florescer a agricultura e a ordem. Foi quem iniciou no litoral paulista a cultura sistemática da cana-de-açúcar, lançando as bases de uma economia duradoura.

Em tempos críticos, quando as hordas indígenas ameaçavam destruir as frágeis povoações litorâneas e quando o futuro da pátria em formação parecia pender por um fio, José Adorno destacou-se entre os homens que, desprezando a própria vida, lutaram destemidamente. Defendeu o litoral não apenas contra os indígenas, mas sobretudo contra a sanha rapace de piratas franceses, batavos e anglo-saxões. Colaborou decisivamente com os portugueses, armando boa parte das tropas em Cananeia, que acabariam por expulsar os franceses na expedição para o Rio de Janeiro.

Sua figura surgia sempre onde o perigo era maior, solidário com os mais fracos, arriscando-se sem temor pela segurança dos companheiros. Grande amigo dos jesuítas, auxiliou-os em todas as circunstâncias. Em 1565, quando os tamoios aliados aos franceses ameaçavam como nunca a capitania, esteve ao lado de Padre Anchieta na arriscada missão até Iperoig, conduzindo as pirogas e irmanando-se à sorte do místico jesuíta. Em 1583, quando o corsário Eduardo Fenton entrou audaciosamente na barra de Santos com intuitos de pilhagem, foi José Adorno quem ousou aproximar-se do pirata, indo até bordo para enfrentá-lo.

Riquíssimo e profundamente dedicado à sua esposa, fundou em Santos a ermida de Nossa Senhora da Graça, ao pé da montanha, doando-a posteriormente aos monges carmelitas. Na ilha de Santo Amaro, ergueu ainda outra capela, transmitida mais tarde aos seus filhos. Longa e frutifera foi sua vida: faleceu centenário, com mais de cem anos, tendo a satisfação de ver coroada de pleno êxito a obra à qual consagrara seus esforços e sua existência. A civilização pela qual lutara, e à qual dedicara o melhor de si, é a mesma que hoje se reconhece como a brilhante civilização paulista, erguida sobre o labor, o sacrifício e a coragem de homens como José Adorno.


Raphael Adorno, O Clã Adorno Paulista:

Rafael Adorno casou-se com Maria Adorno (possivelmente prima ou parente próxima), se fixou no planalto paulista. Seus filhos/netos casaram com famílias vicentinas e paulistas antigas, como Prado, Oliveira, Sampaio e Alvarenga (ex.: Manuel Adorno de Sampaio, filho de Diogo Adorno de Sampaio + Inês Monteiro de Alvarenga). Com descendentes em Guaratinguetá, Taubaté e sul de Minas.


Paolo Adorno na Capitania da Bahia - O Clã Caramuru:

O fidalgo genovês Paulo Dias Adorno fugiu de São Vicente por razão de homicídio; refugiou-se na Bahia com Afonso Rodrigues (natural de Óbidos), por volta de 1530, e casou-se com Filipa Álvares (filha bastarda de Diogo Álvares Correia, O Caramuru) em 1534. Tiveram 2 filhos registrados: Catarina Dias Adorno e Antonio Dias Adorno.

Catarina Dias Adorno, casou com Francisco Rodrigues em 1.° de janeiro de 1552, tendo como padrinho o governador Tomé de Souza. 

Antônio Dias Adorno, foi afamado sertanista, posteriormente feito cavaleiro, agraciado com o hábito de Santiago. 

Madalena Alvares, uma outra filha bastarda de Diogo Álvares Correia - O Caramuru, casou com Afonso Rodrigues (companheiro de Paolo Adorno, que fugira juntamente com ele para a Bahia), no mesmo dia em que casou também Filipa Álvares com Paulo Dias Adorno, e casaram na igrejinha da Graça e foram ministros destes sacramentos o padre Frei Diogo de Borba, religioso de São Francisco, que com companheiros iam para a India com Martim Afonso de  Souza, mandados no ano de 1534 pelo rei D. João III, a fundar lá conventos. Afonso Rodrigues e sua mulher Madalena Alvares, tiveram três filhos registrados: Alvaro Rodrigues, Rodrigo Martins, e Gaspar Rodrigues. 

Por carta del Rey, de 24 de dezembro de 1607: Alvaro Rodrigues e Rodrigo Martins, irmãos, foram feitos fidalgos concedendo-lhes brazão de armas de nobreza, "conforme a seus feitos"; e mercê do hábito da ordem de Avís.

Alvaro Rodrigues, tomou a alcunha do avô (Diogo Álvares Correia) a quem chamavam também o Caramuru, filho de Afonso Rodrigues, dos primeiros fundadores e povoadores da Bahia. Foi senhor do engenho da Cachoeira e suas terras, como fica dito, cavaleiro fidalgo e não sabemos com quem fosse casado este Alvaro Rodrigues Caramuru, mas porque consta dos papéis e escrituras autênticas, que ficam referidas no livro que citamos dos serviços destes Adornos, que os filhos deste Alvaro Rodrigues, que foram Afonso e João não só tomaram o sobrenome de Rodrigues, que era o de seu pai, mas também tomaram o de Adorno que só lhe podia vir por sua mãe, assentamos aqui, enquanto não aparecer outra clareza mais evidente, que esta podia ser alguma F. Adorno, filha de Catarina Dias Adorno e de seu marido Francisco Rodrigues, a qual Catarina Dias Adorno, era filha de Paulo Dias Adorno, e de sua mulher Filipa Alvares, vindo assim a ser a dita Catarina Dias Adorno prima legítima de Alvaro Rodrigues, e a dita F. Adorno mulher de Alvaro Rodrigues, sua sobrinha em 3. ° grau misto com o 2.°. E nem de outra sorte podiam tomar como tomaram os filhos de Alvaro Rodrigues e todos os seus descendentes o sobrenome de Adornos, se não fora assim. E confirma-se o poder ser isto assim, porque de Catarina Dias Adorno e de Antônio Dias Adorno, filhos legítimos de Paulo Dias Adorno, não achamos para esta linha descedência alguma. 

Genealogia dos Adorno-Rodrigues:

1. Diogo Álvaes Correia (O Caramuru)

2. Magdalena Álvares c.c. Afonso Rodrigues

3.1. Alvaro Rodrigues c.c. Filipa *Adorno (se presume filha de Catarina Dias Adorno [prima de Álvaro Rodrigues] 

4.1.1. Afonso Rodrigues Adorno († 7 de abril de 1665) c.c.

5.1. João Rodrigues Adorno, o velho, filho segundo. c.c. D. Úrsula de Azevedo

5.2. Gaspar Rodrigues Adorno c.c. Filipa Álvares, f.ª de Maria Fernandes (†1672)

6.1. João Rodrigues Adorno

6.2. Alvaro Rodrigues Adorno, cap. Mór c.c. Filipa Alvares Madeira

7.1. Álvaro Rodrigues Adorno, Sargento-mor (2 de agosto de 1688) c.c. Elisa Alves Madeira

8.1. Margarida Rodrigues Adorno c.c. Manuel Suzarte em 20 de agosto de 1718.

6.3. D. Maria Adorno c.c. Manuel de Aragão

7.1. Manuel de Araújo de Aragão c.c. D. Maria de Aragão, f.ª de Pedro Camelo e de D. Ana de Aragão, irmã de seu

Pai.

7.2. Antônio de Araújo de Aragão,

7.3. Gonçalo de Araújo de Aragão,

7.4. Cosme de Araújo de Aragão,

7.5. Sebastião de Araújo de Aragão, etc. foi religioso do Carmo e cinco filhas freiras em Portugal. Brites, batizada a 8 de agosto de 1669, Maria, batizada a 25 de dezembro de 1674.

6.4. Afonso Rodrigues Adorno c.c. Maria Dias de Souza em 1654. F.º de Gaspar Rodrigues Adorno; como o pai e avós, sertanista famigerado, o governador geral encarregou-o, 20 de julho de 1671 de socorrer Estevão Ribeiro Baião Parente, cabo dos paulistas que tinham ido "reduzir" os tapuias do Paraguaçu.

7.1.

8.1. Afonso da Franca Adorno,

5.3. Afonso Rodrigues Adorno (†1639), eleito capitão da gente branca

4.1.2. Maria Adorno c.c. Martim de Ugui

5.1. Afonso Rodrigues de Ugim Adorno

3.2. Rodrigo Martins c.c.

3.3. Gaspar Rodrigues c.c. Filipa Adorno (irmã de Clara Adorno e neta de Filipa Álvares, sua avó)

4.3.1. João Rodrigues Adorno (n. c.1607 – †1742)


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