ROLLEMBERG (ROLEMBERG, ROLLENBERG, RELEMBERG, RELAMBERGE). Família de origem germânica, estabelecida primeiramente em Portugal e, posteriormente, na Bahia e em Sergipe, donde procedem os principais ramos brasileiros deste apelido. As formas antigas Relemberg, Relamberge, Rolemberg e Rollenberg correspondem a variantes ortográficas de um mesmo sobrenome, comuns na documentação luso-brasileira dos séculos XVII e XVIII.
Segundo tradição genealógica, a família descenderia de Ponclazio Weide, que viveu nos princípios do século XVII, casado com Juluvidza Rollemberg, tiveram dois filhos (ao menos até aonde constam os registros): Immanuel Rollenberg, casado com Sezilha de Pina, pais de Manuel Rollemberg, natural da freguesia de Nossa Senhora dos Mártires, em Lisboa, cerca de 1660, e Baltasar Weide casado com Clara de Pina, pais de Francisco de Pina. Se presume que Sezilha e Clara fossem irmãs, tal como Immanuel e Baltasar.
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| Incidência do Sobrenome Weide na Alemanha |
Já o sobrenome Weide, apontado como o patronímico originário da família, deriva do alto-alemão medieval wîde, significando ordinariamente "salgueiro", e apenas secundariamente "pastagem". Trata-se de apelido toponímico muito frequente nas regiões centrais e orientais da Alemanha, especialmente Saxônia, Turíngia, Brandemburgo e Silésia, sendo provável que a linhagem primitiva tenha procedido de alguma localidade denominada Weide ou Weiden.
Brasil
Manuel Relemberg e Fransisco de Pina, primos em primeiro grau, ambos filhos respectivamente de Immanuel Rollemberg e de Baltasar Weide, teriam chegado a Bahia antes de 1692. O ingresso na Santa Casa da Misericordia na Bahia, registra o ingresso de Francisco de Pina em 1692, e o de Manuel Relemberg em 1696. Naturalmente, o ingresso na respectiva instituição, não implica necessariamente o ano de chegada no Brasil. Tanto Manuel quanto Francisco eram naturais de Lisboa, da freguesia de Nossa Senhora dos Mártires.
Os avós de Manuel Relemberg (Ponclazio Weide e Juluvidza Rollemberg), são referidos em documentos como "da Alemanha", seu pai, Immanuel Rollemberg, casado com Sezilha de Pina, natural de Lisboa. Estabelecendo-se na Bahia (Manuel Relemberg), foi admitido como irmão da Santa Casa da Misericórdia em 15 de abril de 1696. Casou-se, segundo a documentação atualmente conhecida, com Joana de Mendonça, filha do capitão Manuel de Abreu de Mendonça e de Ana Moreira, naturais da Bahia. Frei Antônio de Santa Maria Jaboatão registra ainda um segundo matrimônio com D. Brites da França, filha de Luís Paes Floriano e D. Clara da França Corte Real (família fidalga do Recôncavo baiano, casa de Matuim), admitindo-se, pelas pesquisas contemporâneas, que ambos os enlaces tenham ocorrido sucessivamente em razão de viuvez.
O Ramo Rollemberg de Sergipe
Do casamento de Manuel Relemberg com Joana de Mendonça nasceu Manuel Rollemberg, dito "o sergipano", cerca de 1713, estabelecido definitivamente em Sergipe, onde adquiriu extensas propriedades açucareiras, entre elas os engenhos São Francisco e Nossa Senhora de Nazaré (Catete), casando com Clara Maria de Lima, de cujo matrimônio procedem praticamente todos os grandes ramos sergipanos da família. Sua descendência espalhou-se por Santo Amaro das Brotas, Japaratuba, Capela, São Cristóvão e demais regiões do vale do Vaza-Barris, ligando-se por casamento às famílias Faro, Accioli, Dias, Leite, Guimarães, Barros Pimentel, Botto, Oliveira Chaves e outras das mais distintas do Norte do Império.Dessa linhagem procederam diversas figuras de relevo político, administrativo e intelectual, entre as quais Gonçalo Accioly de Faro Rollemberg, Barão de Japaratuba; José Rollemberg Leite, governador de Sergipe e senador da República; Heráclito Guimarães Rollemberg, senador; Armando Leite Rollemberg, ministro do Tribunal Federal de Recursos; além de numerosos magistrados, parlamentares, oficiais da Guarda Nacional e grandes proprietários rurais, conservando por mais de dois séculos posição destacada na vida econômica e política sergipana.
Embora o ramo originado do casamento com D. Brites da França tenha permanecido principalmente na Bahia, foi a descendência de Joana de Mendonça e Clara Maria de Lima que consolidou a projeção histórica do apelido Rollemberg no Brasil, tornando-o um dos mais tradicionais da antiga aristocracia açucareira de Sergipe.
Do casamento de Manuel Rollemberg com Clara Maria de Lima (viva em 1782), houveram onze (11) filhos:
- Clara Maria de Almeida → cas. capitão-mor José Ferreira Passos (n. 1729, fal. 1804).
- José de Barros Pimentel.
- Gonçalo Paes de Azevedo (fal. c. 1824?) → cas. Antônia de Moura Accioly Caldas de Moura (Santo Amaro das Brotas).
- Francisco Xavier de Almeida (fal. 1808) → cas. Rosa Maria de Jesus.
- Alexandre Ribeiro Pena → cas. Luíza de Sá e Vasconcelos (alforriou escravo em 1782).
- João Paes Rolemberg → cas. Maria Sofia de Araújo Góis.
7-11. Cinco filhos adicionais (não nomeados nas fontes consultadas, mas documentados em partilhas; contribuíram para expansão familiar via casamentos locais).
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| Gonçalo Accioly de Faro Rollemberg, barão de Japaratuba |
Genealogia dos Rollemberg (Weide):
Ponclazio Weide c.c. Juluvidza
Rollemberg Weide (1608)
Baltasar Weide c.c. Clara de Pina
Francisco de Pina (primo de Manuel Relemberg, ambos imigraram para Bahia antes
de 1692)
Immanuel/Manuel Rollenberg/Relemberg (1628) c.c. Sezilha de Pina (n. de Lisboa)
1º Casamento de Manuel Relemberg (n. de Lisboa, 1660) c.c. Joana Mendonça
(n. da Bahia), f.ª do capitão Manuel de Abreu de Mendonça e Ana de Mendonça
Manuel Rollemberg, “sergipano” (n. de Sergipe ou Bahia, 1713; fal. em 1782)
c.c. Clara Maria de Lima
Clara Maria de Almeida c.c. capitão-mor José Ferreira Passos (n. 1729,
fal. 1804).
José de Barros Pimentel.
Gonçalo Paes de Azevedo (fal. c. 1824?) c.c. Antônia de Moura Accioly
Caldas de Moura (Santo Amaro das Brotas).
Manuel Accioli Rollemberg de Azevedo 1780- c.c. Maria Jose de Faro Leitão
Gonçalo Accioly de Faro Rollemberg, Barão de Japaratuba c.c. Bernardina do
Prado e, em segundas com Maria Leite Sampaio (tiveram 9 filhos).
Francisco Xavier de Almeida (fal. 1808) c.c. Rosa Maria de Jesus.
Alexandre Ribeiro Pena c.c. Luíza de Sá e Vasconcelos (alforriou escravo
em 1782).
João Paes Rolemberg c.c. Maria Sofia de Araújo Góis.
2º Casamento de Manuel Relemberg (n. de Lisboa, 1660) c.c. Brites
da Franca Corte Real, f.ª de Luís Pais Floriano e de Clara da França Corte Real
(família fidalga do Recôncavo baiano, casa de Matuim).
Manoel Rollemberg (ou variante), com geração na Bahia.
Outros Clãs:











